Parque da Catacumba

História

Conta à lenda que era nessa encosta que os índios enterravam os mortos, antes da chegada dos portugueses ao Brasil.

No início do século XX, o local já era conhecido como Chácara da Catacumba, pertencia à Baronesa da Lagoa Rodrigo de Freitas, que teria deixado em testamento suas terras para seus ex-escravos, que passaram a ocupá-lo após sua morte.

Os primeiros casebres surgiram na década de 30 e em 1942, com a chegada dos migrantes nordestinos, virou uma grande favela.
Em 1964, Carlos Lacerda iniciou um processo de desmanche das favelas, removendo seus habitantes para “Conjuntos habitacionais”, como Vila Kennedy e Cidade de Deus. Em 1970, na gestão de Negrão Lima, a favela foi removida e batizada de “Parque Carlos Lacerda”, em homenagem ao seu antecessor. A inauguração foi em 1979, pelo então prefeito Marcos Tamoyo.
Depois da remoção da favela, o morro passou por um processo de reflorestamento e a natureza encarregou-se do resto.

Projeto

Em Janeiro de 2008, a SMAC e a SETUR (Secretaria Especial de Turismo) iniciaram um projeto inovador de abertura dos Parques Municipais para atividades de Ecoturismo e Turismo de Aventura. O modelo foi baseado no Parque Nacional do Foz do Iguaçu, que até o momento era a única unidade de conservação no Brasil a ter um concessionário com contrato para explorar atividades de Turismo e Aventura.

O projeto desenvolvido em conjunto pelas secretarias teve como objetivo, instalar equipamentos para prática de turismo de aventura no parque, e concessionar para uma operadora especializada nas atividades. O edital para a instalação dos equipamentos foi vencido em Janeiro de 2008, pela empresa carioca Rio Hiking, e a instalação concluída em Outubro do mesmo ano.

A escolha do operador foi concluída em Setembro de 2009, e a empresa vencedora da licitação foi a Lagoa Aventuras. O parque da Catacumba passa a figurar no cenário nacional, não só pelas belas esculturas e vistas que tem, mas também pelo modelo de gestão inovador. O Rio de Janeiro também dá um grande salto em busca da profissionalização do turismo de Aventura e da consolidação do Rio como destino de Ecoturismo.

Fauna

Devido às diversas alterações ocorridas no Parque e região do entorno, a fauna do Parque Municipal da Catacumba é composta por espécies tipicamente adaptadas às áreas urbanas e aos ambientes alterados. São espécies comuns da avifauna, dos répteis, dos anfíbios e dos mamíferos. Para observarmos os animais locais, basta pararmos por alguns minutos em silêncio!

Lembre-se que alimentar os animais silvestres é prejudicial aos seus hábitos alimentares e pode provocar doenças e também, levá-los à morte.

Reflorestamento

Com o crescimento da favela da Catacumba, a partir de 1940, a mata local foi sendo gradativamente derrubada para dar lugar às casas e barracos. Em 1970, a favela foi removida e, a partir de 1988, um programa de reflorestamento foi iniciado tendo como objetivo inicial a contenção de encostas.

Na década de 1980, a técnica de reflorestamento utilizava principalmente, mudas de árvores pioneiras (são as primeiras que se instalam em uma região) que são mais rústicas e de crescimento rápido. Posteriormente, a partir de 1999, seguiu-se a fase de enriquecimento. Essa etapa foi realizada com o plantio de espécies secundárias e clímax.

Encontramos no Parque algumas espécies exóticas (que não são nativas da região ou mesmo do Brasil) provenientes da Ásia. Encontramos também, espécies introduzidas pelos antigos moradores do local. Outra espécie exótica é o capim-colonião (Panicum maximum). Esse capim cresce rapidamente e é de fácil combustão, facilitando a propagação de incêndios nos morros cariocas. O reflorestamento no Parque ainda é realizado para o enriquecimento da vegetação e para erradicação do capim-colonião.

 

PARQUE DA CATACUMBA